Me dei conta que nunca postei as fotos desse rolo aqui. Tanta coisa aconteceu ao longo dos últimos doze meses que acabei esquecendo de fazer um post com essas fotos. Vou aproveitar para celebrar os 6 anos de existência deste bloguito com esses registros da minha estação preferida em 35 mm. O filme usado foi um Lomography 100 e foi um dos primeiros que usei nesse meu projeto de voltar a fotografar com câmera analógica. Com esse rolo eu aprendi que não dá pra usar um filme de ISO tão baixo no outono, pois a quantidade de luz disponível é pouca.
Continue Reading…Definitivamente, o verão acabou e o tempo já está completamente diferente. Os dias quentes agora são apenas lembranças eternizadas nas imagens que ilustram este post. Levei quase dois meses pra terminar esse Kodak Pro Image 100. Não andava muito inspirada e tenho saído pouquíssimo de casa. Até as compras semanais têm sido feitas pela internet. A foto acima é de um dia que fui ao centro cortar o cabelo e algumas outras são de um dia que fui cuidar dos gatinhos da Paula enquanto ela se tatuava em Berlim.
Continue Reading…Há algum tempo, meu respectivo tinha comentado que queria tentar fazer astrofotografia, mas a gente teria que se planejar para ir para um lugar afastado da luz da cidade. Um belo dia de julho, estava eu lendo as notícias e descubro que tinha um cometa passando próximo da Terra e que era possível vê-lo a olho nu de vários países do hemisfério norte durante todo o mês. Falei pra ele: “hey ho, let’s go?”. E foi assim que tentamos pegar carona na cauda do cometa (infância 80 feelings).
Ele foi batizado de Neowise e eu comecei a pesquisar loucamente, pois sou meio nerd. Daí descobri que ele estaria melhor visível mais pro fim do mês e tentei planejar uma viagem para Vlieland, uma ilha que eu queria conhecer e seria um local perfeito para fotografar astros, pois teria pouca luz da cidade à noite. Porém, não encontrei hospedagem pra data que a gente queria. Então, partiu buscar outra locação.
Continue Reading…Todo ano eu pensava em fazer um post de blog day, mas sempre acabava esquecendo. Quando comecei este blog em 2014, nem sabia que existia um dia internacional do blog. Não me lembro de ter isso quando comecei a blogar lá em 2002 (era tudo mato, por isso a foto acima). Enfim, me planejei direitinho este ano e aqui estão as minhas indicações. Provavelmente, vocês já conhecem estes blogs, mas quero deixar registrado o carinho que eu tenho por essa comunidade linda que criamos. Costumo dizer que os blogs fazem parte do cantinho saudável da internet e também da resistência. Afinal, seguimos existindo e resistindo mesmo após a criação das famigeradas redes sociais.
Continue Reading…No início de julho, pegamos a estrada para visitar uns amigos na Alemanha. Recebi uma mensagem deles em junho e fiquei super feliz por saber que eles tinham se mudado de Kiev e que a família tinha crescido. Por isso, eles queriam fazer um ensaio comigo para registrar a chegada da nova bebezinha. Eu já tinha feito o ensaio de maternidade e de recém-nascido da primeira filhinha deles e amei saber que eles queriam me contratar novamente.
Aí vem a pergunta que não quer calar: e a pandemia? As fronteiras estavam abertas para viajar dentro da Europa, mas eu queria saber melhor sobre as regras na Alemanha e como eles estavam lidando com toda essa questão. Então, marcamos uma conversa e todas as dúvidas foram esclarecidas. Meu marido amou a ideia porque viu uma oportunidade de dar um pulo em Nürburgring no caminho. E lá fomos nós passar um fim de semana na Alemanha.
Continue Reading…Estava eu casualmente assistindo esse vídeo do Minuto Indie quando apareceu uma cena de uma apresentação do NPR Music Tiny Desk Concert e minhas anteninhas detectaram: “acho que aquelas são as moças da DakhaBrakha (uma banda ucraniana)”. Lá fui eu buscar essa apresentação e confirmei, era realmente o grupo ucraniano. Como agora o meu russo está mais avançado, estou buscando artistas da Ucrânia e da Rússia para treinar tanto o russo quanto o ucraniano.
Eu nunca tinha parado para escutar a DakhaBrakha com calma porque achava um pouco étnico demais para o meu gosto. Mas a apresentação do Tiny Desk me capturou e fui ouvir a banda com mais calma no Spotify. Daí descobri que a música que gostei está no disco novo deles, lançado esse ano. Enquanto ouvia o disco, resolvi entrar no site da banda pra ficar vendo as fotos e tal.
Continue Reading…O mês de junho trouxe o verão e o relaxamento da quarentena. Escolhi um Kodak Pro Image 100 para gastar. Minha amiga Thaís me chamou para dar uma volta de bicicleta pela cidade (ela está me ajudando com essa parte porque eu ainda não tenho confiança o bastante para sair sozinha de bike). Aproveitei pra fazer um mini-ensaio com ela e gastar meu filme em um dos belos parques de Amsterdam.
Continue Reading…Na semana passada, levei três filmes para revelar e eles ficaram prontos ontem. Lá fui eu toda serelepe para buscar e acabei voltando triste porque não saiu nada em um dos filmes e tinha umas fotos especiais nele… Enfim, vamos praticar a arte do desapego e falar do filme que funcionou. Essas fotos foram feitas no dia 11 de maio, durante a quarentena. Eu sei a data porque o dono do apê onde moro veio dar uma olhada num suposto vazamento que a vizinha de baixo disse que vinha daqui.
Ele chegou logo depois que terminei de fotografar no jardim do prédio e eu tive a maior trabalheira pra limpar a varanda. Vinha procrastinando essa limpeza porque sabia que ia dar bastante trabalho. O tal vazamento estaria vindo da varanda do meu apê, mas o cara fez um teste com água para ver se tinha algo entupido e não percebeu nada estranho. Só que a varanda estava suja de terra e ele pediu pra limpar porque ia entrar em contato com a administração do prédio e eles podiam encher o saco se vissem aquela terra. Se você achou que minha vida era só glamour, achou errado! (risos)
Continue Reading…Há dois anos, reli um dos meus livros preferidos da vida: “A insustentável leveza do ser” do escritor tcheco Milan Kundera. Fiz a primeira leitura em 2005 e assisti a adaptação do livro para o cinema um pouco depois. Gostei bastante da história, mas nessa segunda leitura, fez muito, mas MUITO mais sentido pra mim.
Na primeira leitura, eu nem sabia que o autor era tcheco e não tinha nenhuma informação sobre a primavera de Praga. Já na segunda leitura, além de ter essas informações, eu estava morando no leste europeu e já estava bem mais madura, com muito mais vivências, então a história ganhou outros significados, com muito mais camadas e me trouxe muitas reflexões sobre a vida e todos os seus contrastes.
Continue Reading…Falei neste post que o próximo seria sobre a visita à Lisboa, mas surgiu uma quarentena no meio do caminho e não tinha muito clima para postar sobre viagens. Estas fotos foram feitas no início de fevereiro, durante a pequena road trip que fizemos entre Portugal e Espanha no último inverno. Fotografei um filme inteiro em um dia, coisa que nunca tinha feito antes. Foi uma delícia passear com calma pela capital portuguesa num dia nublado. O friozinho estava na medida, tudo que precisávamos para subir e descer as ladeiras de Lisboa sem muito sofrimento. No dia seguinte, minhas panturrilhas estavam doloridas, pois não trabalhamos com ladeiras em Amsterdam.
Meu desejo de visitar Lisboa nasceu quando eu ainda estava na universidade e peguei uma disciplina chamada Romantismo Português durante um curso de verão. Viajei para lá por meio da literatura primeiro e ficava sonhando com o dia que eu visitaria de fato a capital portuguesa. Demorou bastante para esse dia chegar, mas chegou e tudo me pareceu muito familiar, era como se eu realmente já tivesse estado ali.
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